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BTT - RUTA DAS BRANDAS
Data – 27 Dezembro 2009 * Distancia - 33Km * Tempo - 3h39m
BTTistas = Blacbay – Toninho - Kuncas – Nuno – Miguel – António – Berto – Zé Adriano – Pedro – Juve – Félix – Emanuel – Pedro Almeida
Percurso * = Rota das Brandas** 09
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Um ano mais, decidimos convidar alguns amigos de outras terras, para virem a Melgaço nesta época do ano para rolar na Neve.
À hora marcada lá estávamos todos em Parada do Monte, preparados para um dia de aventura. O Toninho até fez uns dorsais personalizados para saber-nos os nomes do pessoal que veio de fora e eles o nosso. Depois das respectivas apresentações e montagens das máquinas, começamos logo a subir em direcção á primeira Branda, Mourim. Demorou uma hora para chegar a Mourim, quase 4Km, uma subida de 360 metros até atingir os 930, onde se encontra esta Branda. Ia ser mesmo um dia de aventura, ainda não tínhamos encontrado neve, estávamos protegidos do vento e ainda estávamos em Mourim. A paisagem já começava a deslumbrar.
Abandonando Mourim, continuamos a subir, onde já começamos a ver gelo e neve. A temperatura estava a descer, as previsões para o nosso destino também não eram as melhores. Depois de chegar aos primeiros Aerogeradores, esperava-nos uma subida com uma inclinação máxima de 27º. Já tínhamos rolado em cima de neve, mas a descer, agora era a subir. Para alem da inclinação, da neve, do gelo ainda tínhamos o vento de frente e muito nevoeiro.
Aproveitamos o poste de transformação do Parque Eólico para abrigo, reagrupar-nos e comer alguma coisa. Estávamos a 1245 metros de altitude, estava tudo branco, ou era neve ou era nevoeiro. Apesar de toda a adversidade ainda se conseguia rolar bastante bem (excepto a subir).
Para descer o Parque Eólico, com o intenso nevoeiro, a quantidade de neve e vento que fazia, decidimos descer por outro caminho, do que estava programado, um caminho em melhor estado e menos inclinado. Havia pessoal que não tinha equipamento nem técnica para uma descida tão radical.
Fomos descendo, ficamos mais baixos que o nevoeiro, a paisagem já era a habitual para estes lados de Melgaço. Estavam todos a adorar descer pela neve e pelo gelo. Por incrível que pareça não houve quedas, não temos nem uma fotografiasinha de algum de nós no meio da neve. E isso que o Juve nunca tinha rolado em neve.
A descida para a Branda da Aveleira foi um bocado íngreme, o gelo, a neve e a chuva tinham estragado muito o caminho. Uns á velocidade de cruzeiro e outros mais devagar, chegamos todos inteiros a Aveleira. A temperatura já era mais amena, não estávamos molhados, pois não nevou, ao contrário do ano passado. Mas era tardíssimo, então tivemos que atalhar alguns metros. Já não havia neve, rolava-se melhor, subiu-se ao Parque Eólico de Stº António pelo asfalto, a paisagem continuava sempre a modificar, sempre fabulosa.
Esperava-nos uma descida bastante agressiva para a Branda de Covelo e de Covelo para Parada do Monte. Parque Eólico (1070), Covelo (800), Parada (550), desce-mos 520 metros em pouco mais de meia hora, pisando apenas terra, pedras e mato.
Na Branda do Covelo não visitamos a povoação, como estávamos atrasadíssimos, passamos mesmo ao lado.
Chegando a Parada do Monte, carregou-se as Bicis nos carros e Paderne. O restaurante estava a nossa espera, estavam a ser as 4 da tarde.
O passeio correu muito bem, de maravilha, digo eu. Todos adoraram, em especial o pessoal que não é de Melgaço. Para ser perfeito, perfeito só tínhamos que ter comprido o horário e não haver nevoeiro, mas isso é um mal menor.
Alguém disse que este passeio já estava a ser uma tradição. Entre o Natal e a Passagem de Ano, o destino será as montanhas nevadas de Melgaço.
Para o ano aqui estaremos para mais uma aventura na neve e o que isso representa.
Umas boas festas para todos.
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* O Percurso e feito nas freguesias da Gave e Parada do Monte estão localizadas no lindíssimo vale do rio Mouro.Terras amenas e férteis basicamente formadas em socalcos pelas encostas montanhosas da serra da Peneda, desde o leito do rio Mouro, até ao alto da Serra, de onde se obtém uma esplendorosa vista panorâmica.
Lá no alto, estão como testemunhas da extraordinária beleza as Brandas ou Verandas. As Verandas de Mourim, da Aveleira e do Covelo, localidades onde estão muitas moradias de verão, servem ao mesmo tempo de casas de veraneio e de região para a pastorícia e agricultura.
**Por serem de extrema importância nas freguesias e na região como um todo, importa falar-se mais a respeito das Brandas ou Verandas que constituem com as Inverneiras, um curioso fenómeno de ocupação humana do espaço natural envolvente. Através do sistema das Brandas e das Inverneiras, duas áreas distintas dum território são ocupadas e exploradas em paralelo por uma mesma comunidade humana, a qual, em complementaridade, ocupa alternadamente e de acordo com o calendário de mudanças estacionais, ora uma área ora outra.
A mobilidade residencial é o critério diferenciador que conduz à bipartição da área geográfica e social, em lugares de população sedentária (fixos) e lugares de população migrante. As Brandas e as Inverneiras pertencem à modalidade de lugares móveis e a forma particular de organização da vida económica e social da população que integra as Brandas e as Inverneiras, constituem as diferenças em relação ao ecossistema do qual fazem parte. Por outro lado, a situação geográfica e as características climáticas, bem como a situação do espaço provocada pelo aumento demográfico, parecem constituir as explicações mais próximas para a origem das Brandas e das Inverneiras.
Tradicionalmente as Brandas eram áreas de pastagens onde se fixavam os pastores com os seus rebanhos durante a estação estival com a finalidade de protegerem os pastos das Inverneiras necessários à alimentação dos animais, durante todo o resto do ano.
Presentemente estas Brandas apresentam uma tendência mais votada ao estudo dos usos de ocupação e “habitat” agro-pastoril do passado e também a fins turísticos procurando dessa forma extrair-se alguma rentabilidade complementar à vida dura e pobre da montanha.
Procura-se assim recuperar as casas das Brandas para desenvolver o turismo rural, aproveitando todas as potencialidades que a Natureza oferece a quem a sabe respeitar e dela usufruir.
No aspecto turístico, a principal referência vai para a Branda da Aveleira onde existe em funcionamento, um complexo turístico, com turismo de habitação e em ambiente rural, muito bem integrado na paisagem natural, própria do planalto (a 1000 metros de altitude).
Ainda acerca da Branda da Aveleira vale a pena visitar o site http://www.brandadaaveleira.com
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.
Blacbay
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