Percurso – Pelos Lagos de Sanabria Local – Puebla de Sanabria (Castilla Leon)
Itinerário – Ribalelago Viejo – San Martín de Castañeda – Mirador del Cañon Forcadura – Laguna dos Peces – Laguna de Murais – Presa da Veja de Conde – Presa Veja do Tera – Embalse Garandones – Laguna de Freire – Ribalelago Viejo.
Partida – Ribalelago Viejo (N 42º 07’ 19” W 06º 44’ 54”) às 11h20m
Data – Quinta - Feira 25 Agosto 2011 Distancia – 40Km
Dificuldade – Física – Media Técnica - Alta Circular - Sim
Tempo (horas)
Saída - 11h20m Chegada - 18h05m Duração - 6h45m Em Movimento 3h49m
Velocidade Media Total 5,93 km/h Media Andamento 10,48 km/h Máxima 37 km/h
F.C. (limite 176) Media – 138 bpm Máxima – 176 bpm
Altitude (metros)
Máxima - 1918 Mínima - 1012 Desnível - 906 Saída/Chegada - 1012
Positivo - 1178 Negativo - 1163 Desn. Max. 18,88% Desn. Min. 24,10%
GPS Garmin Oregon 450 Indice IBP – 99AB Nº de pontos - 8117 Intervalo de Gravação - 3
Programa de análise de dados - CompeGPS
Temperatura (Nuvens) Máxima 26,1ºC Mínima 11,5ºC
Almoço – Passeio em autonomia.
Pontos de Interesse – O Lago de Sanabria e os outros Lagos e Represas, Aldeia de Ribadelago e os outros locais vizinhos, Casas de Refugio e muita Paisagem Natural.
Época - Todo o ano excepto no Inverno, que habitualmente a neve não deixa pedalar pelos trilhos a mais altitude.
Concentração – Fronteira de S. Gregório (N 42º 08’ 09” W 08º 11’ 19”) às 8 horas.
Transporte – 208km – 2h23m desde Melgaço (por Celanova).
Organização – Solopisadas
Conselho – Bicicleta de dupla suspensão
BTTistas – Blacbay (Mondraker Foxy R) – Miguel (Specialized Stumpjumper FSR)
Observar ou Descarregar Percurso Fotografias Georreferenciadas
Monumento Homenagem a tradegia de Ribadelago.
As primeiras dificuldades.
A subida continuava com a Bike pela mão.
Agora pelo asfalto até a Laguna dos Peces.
Mirador del Cañon del Forcadura.
Laguna dos Peces.
Descanso das maquinas.
Refugio de Montanha da Laguna de Yeguas.
Laguna de Yeguas.
Estação Meteriologica a quase 2000 metros de altitude.
Pedalando pelo topo da Montanha.
Vale Glaciar do Tera.
Presa Vega do Conde.
A descer para o Refugio de Rio Pedro.
Trilho bem defenido no GR 54.
A caminho da Presa de Vega do Tera.
Presa de Vega do Tera a responsavel pela trajedia de Ribadelago.
Presa de Vega do Tera a responsavel pela trajedia de Ribadelago.
Pedalando pelo Embalse de Garandones.
Aqui começa a descida radical para o Lago de Sanabria.
Descida com muitas pedras.
Muita técnica para manter o equilíbrio.
As vezes foi necessário desmontar.
O descanso dos BTTistas.
Videos -
Desde a primeira vez que fui ao Lago de Sanabria sempre tive a intenção fazer um passeio a pé ou em BTT pelas Montanhas em redor para apreciar o Lago em toda a sua dimensão.
Para fazer a pé já sabia que havia vários trilhos, de Bicicleta é que os caminhos podiam não ser apropriados. Agora com a Internet tudo se torna mais fácil, fui ao Wikiluc procurar algum percurso que estivesse nessa zona e me agradasse. Encontrei dois tracks realizados pela mesma pessoa em dois anos seguidos, já encontrei o percurso para fazer. Tenho que agradecer ao autor, “Ricardo M.”Apesar de estarmos de férias só consegui convencer o Miguel para me acompanhar nesta aventura.
Chegamos ao Lago, comemos uns “bocadillos y unas cañas” e arrancamos. O primeiro quilómetro era plano, mas os dois seguintes foram a subir por um caminho empedrado onde tivemos que levar as Bikes as costas (o autor do track já tinha comentado que nos primeiros quilómetros tinha-se que desmontar das bicicletas algumas vezes), o que não sabia é que em 2 kms só conseguimos pedalar uns 200 metros. A diferença entre fazer estes 2 km pelo caminho empedrado ou seguir pela estrada eram de 11km, nós arriscamos ir pelo caminho.
Ao cruzar o asfalto e o track seguia pelo caminho, como já estávamos fartos de levar as Bikes pela mão seguimos pela estrada até a Laguna dos Peces (o track ia-se juntar á estrada uns quilómetros mais á frente).
Continuamos a subir pelo asfalto até a Laguna dos Peces, aí acabasse a estrada, mas nós seguimos por um trilho até a Laguna dos Murais ou da Yeguas. Paramos para comer nos Refúgios de Montanha, seguimos o track que acompanhava o GR 84. Fomos subindo até a estação meteorológica, quase a 2000 metros de altura.
Começamos a descer por um trilho incrível onde a paisagem melhorava a cada 30 segundos. Estávamos tão entusiasmados que saímos do track, tivemos que fazer algum “corta mato” para recuperar o track, o GR 84.
A paisagem é espectacular, o Vale Glaciar do Tera com a Montanha Peña Trevinca ao fundo, a Presa Veja de Conde e a Laguna de Lacillo ao longe.
Continuamos a descer até ao Refugio de Rio Pedro, acompanhamos a Presa Vega do Conde e a do Vera do Tera durante uns 7 km, os únicos quilómetros que eram planos. A Presa Vera do Tera foi a que deu origem a catástrofe de Ribadelago. Com a pressão a Presa rebentou e a água foi pelo Canhão do Tera destruindo a aldeia, falecendo 144 pessoas, isto aconteceu 1959. Nas fotografias vê-se as ruínas desta presa e o monumento homenagem a essas pessoas.
Uma pequena subida de dois quilómetros para uma descida de 10 até a Ribadelago. Aqui a paisagem era diferente mas continuava magnífica, Montanhas por todos os lados e o Lago de Sanabria no meio mas a 600 metros de desnivel mais abaixo. Continuamos a admirar as várias Lagoas que fomos encontrando pelo caminho e os animais que as rodeavam.
Faltava a descida mais radical, onde o autor do track também tinha comentado que era necessário desmontar da Bike em vários troços. Foram 600 metros de desnível durante 4 km por um caminho de pedra solta com muita inclinação. O autor do track tinha razão, tivemos que levar a Bike á mão, mas só para descer os socalcos mais altos e por onde a Bike não passava, a maior parte da descida desfrutamos em cima delas (não se pode é ter muito amor pela Bicicleta). Chegamos a Ribadelago, carregamos as Bikes, fomos comer uns “Bocadillos” para a viagem.
Um percurso estupendo, para repetir, talvez na Primavera que deve ser mais espectacular pelo contraste das cores.
Apesar do tipo de piso por onde rodamos, não tivemos nenhum furo nem problemas mecânicos, só eu na descida radical é que tive uma queda sem consequências, uma pedra mexeu-se muito quando eu tinha a roda da frente em cima.
As condições meteorológicas estiveram boas, não houve Sol mas a temperatura esteve amena, só o vento em alguns momentos fez com que a sensação térmica descesse.
Este foi o passeio de BTT que mais adorei, pela paisagem, pelos trilhos, pela descida radical, pela Natureza envolvente que sempre nos acompanhou e claro, pela companhia.
Nesta tabela consegue-se analisar a velocidade em relação á distancia e ao tempo.
Velocidade Km/h Velocidade Media Distancia Tempo % do Percurso
Entre 0 e 5Km/h 1,8km/h 6,2km 3h26m 50,9%
Entre 5 e 8Km/h 6,4km/h 8,9km 1h24m 20,6%
Entre 8 e 12Km/h 10,0km/h 11,7km 1h10m 17,3%
Entre 12 e 20Km/h 15,5km/h 9,5km 36m 9,0%
Entre 20 e 40Km/h 25,5km/h 3,9km 9m 2,3%
Total 5,9km/h 40,2km 6h46m 100%
Com mais de 70% do percurso a menos de 8km/h, certifica que estivemos muito tempo parados a admirar a paisagem e que a subida foi feita devagar.
Na tabela seguinte consegue-se analisar o desnível positivo em relação á distancia e ao tempo.
Desnível Positivo Elevação Distancia Tempo % do Percurso
Entre 2 e 6% 361 metros 8,83km 1h03m 15,7%
Entre 6 e 15% 627 metros 7,22km 1h26m 21,1%
Entre 15 e 30% 190 metros 0,86km 39m 9,7%
Mais de 30% 31 metros 0,03km 16m 4,0%
Plano de -2 a 2% -23 metros 10,18km 1h12m 17,7%
Desnível Negativo Elevação Distancia Tempo % do Percurso
Entre 2 e 6% 264 metros 7,18km 32m 7,9%
Entre 6 e 15% 393 metros 3,90km 33m 8,2%
Entre 15 e 30% 409 metros 1,86km 43m 10,5%
Mais de 30% 110 metros 0,13km 21m 5,1%
Total 12 metros 40,19km 6h46m 100%
Com um desnivel negativo de mais de 500 metros superior a 15%, prova que a descida é brutal.
Programa de análise de dados - SportTrack
Blacbay



1 comentario:
Este año no pude ir, pero gracias a vuestro reportaje pude volver a disfrutar de aquellos parajes durante unos minutos. El vídeo de la última bajada es genial. un saludo para esas tierras y esos biker.
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